
Às vezes me sinto só como a lua, fria como o gelo, lenta como um caracol.
Às vezes me sinto mágica como uma música, me sinto quente como o fogo, linda como o mar.
Às vezes me frusto, vou pelo lado contrário, entro na porta errada.
Às vezes meu sorriso contagia, as palavras acalmam, meu dia ilumina.
Às vezes minha tristeza aparece, minha raiva apodrece, minha noite escurece.
Às vezes procuro a chave, perco a senha, esqueço a lincença.
Às vezes compro a passagem e vou de pé.
Às vezes viro madame, vou de carro e fico no congestionamento.
Às vezes volto pra casa sozinha, calada, amendrontada.
Às vezes ando perdida, sem rumo ou com fé.
Às vezes perco a graça e a vergonha
Às vezes meu perfume aflorece, meu tesão enaltece.
Às vezes as palavras saem, as brigas surgem, os beijos calam.
Às vezes as despedidas doem, os abraços fazem falta, o olhar se perde.
Às vezes o coração é vazio, às vezes é cheio.
Às vezes conta os minutos ou perde as horas.
Às vezes vivemos, às vezes deixamos de olhar.
Às vezes decidimos, outras deixamos pra lá.
Às vezes se está aqui, às vezes está lá.
Às vezes se diz sim, às vezes se diz não.
Às vezes se ganha o jogo, outras perde no intervalo.
Às vezes o olhar é tímido, minhas palavras desconcertam, as mãos descobrem.
Às vezes o abraço é fogoso, o jogo é danoso, o barulho é perigoso.
Às vezes a cama é cheia e quente, às vezes vazia e fria.
Às vezes se pede um beijo e se recebe tudo.
Às vezes a mão e a lágrima se encontram.
Às vezes se ganha a vida e se doa a alma.
Só às vezes...
CARPE DIEM...